O POVO Online – Blog Plínio Bortolotti

Posts de ‘Fortaleza terra de ninguém’

Prefeitura abandona prédio cedido pela União; imóvel é invadido: moradores e vizinhos convivem com sujeira

Postado em 15 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Foto de Talita Rocha

Foto de Talita Rocha

Matéria publicada hoje no O POVO [15/12/2009], assinada pela repórter Roberta Felix, é mais uma mostra a situação a que chegou a Fortaleza, terra de ninguém.

Um prédio abandonado na rua General Bezerril, no Centro de Fortaleza foi invadido há cerca de oito meses por 30 famílias. Na descrição da matéria:

«Sem instalações adequadas de esgoto no prédio, as águas servidas eram despejadas na rua por buracos na fachada, deixando a calçada alagada e mau cheiro em todo o quarteirão. A situação permaneceu até novembro, segundo trabalhadores da área. Quem passava por ali mudava de calçada e apressava o passo, o que deu pelo menos quatro meses de prejuízos aos comerciantes. “Teve muitos dias em que eu saí daqui sem vender uma peça”, conta uma das vendedoras que trabalha no local há mais de 10 anos.»

Para resolver a situação mais dramática, os próprios vizinhas providenciaram a ligação do esgoto a uma caixa coletora de um imóvel vizinho. O problema, é que o fornecimento de água está cortado. Portanto, o problema da sujeira e do mau cheiro permanecem.

E quem cometeu o desatino de deixar um prédio abandonado, sem nenhum tipo de cuidado? A própria Prefeitura de Fortaleza, como anota o texto:

«O imóvel do número 275 na rua General Bezerril pertence ao Governo Federal e foi cedido à Prefeitura de Fortaleza para a instalação da sede da Habitafor.

Os moradores [do prédio abandonado] sobrevivem de bicos e empregos informais. Alguns pedem esmolas. Dentro do prédio, as ligações de energia são clandestinas e a água chega em baldes, conseguida com vizinhos.»

Talvez a Prefeitura e a secretaria responsável pelo Centro da cidade estejam esperando acontecer uma tragédia maior para resolver agir.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus

Postado em 13 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Já ouvi de algumas pessoas ligadas à Prefeitura que as questões que levanto neste blogue, na seção “Fortaleza, terra de ninguém”são aquelas que afetam a “classe média”. Tirante o fato de que, mesmo se fosse assim, a Prefeitura teria de olhar para esses problemas, respondo que a maioria dos posts na seção refere-se ao caos urbano que impera em Fortaleza. Isso afeta a todos, principalmente os mais pobres.

Estacionamento de carros sobre calçadas, em fila dupla, etc., por exemplo, é motivo de frequentes postagens. Além da falta de fiscalização, a Prefeitura contribui com a desordem criando “zona azul” nos lugares mais inusitados, onde o estacionamento deveria ser simplesmente proibido.

A quem isso afeta? Aos donos de carro [a "classe média"] ou a quem anda a pé?

Vou dar um exemplo. Experimente andar pelas ruas da Aldeota, Praia de Iracema e Dionísio Torres, bem de manhãzinha. Vocês verão a turma da “classe média” malhando nas academias, com seus carros estacionados sobre as calçadas ou em fila dupla. Os folgados não podem parar um pouquinho mais à frente e caminhar um tantinho. Por isso param em frente à academia, de qualquer jeito, fica aquele amontoado de carros sobre a calças e alguns no meio fio. Já fiz dois ou três posts mostrando isso.

E lá vêm os trabalhadores [as] caminhando para pegar o seu ônibus ou descendo dele, talvez para labutar na cada de um dos que estão na malhação. E o que eles precisam fazer?: descem das calçadas [que já são por si só intransitáveis] e vão disputar espaço com os carros na rua.

No entanto, se se quer alguma coisa que atinge mais diretamente o trabalhador, aqui vai: na edição deste domingo do O POVO [13/12/2009] o jornal mostra como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da cidade.

Veja os parágrafos iniciais da matéria:

 «A mudança no itinerário de dez linhas de ônibus que circulam pelo Centro pegou os passageiros de surpresa, neste sábado. “Era pra ter avisado antes. É uma falta de respeito com a gente; um absurdo”, reclama a dona-de-casa Rosineide de Sousa, 46, que estava em uma das paradas de ônibus da avenida Duque de Caxias esperando a linha Praia do Futuro/Caça e Pesca. “Disseram que o ônibus está passando agora na (rua) Castro e Silva. É longe daqui. Vou ter que andar muito”, diz.

Na parada, havia uma auxiliar de trânsito do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus) informando sobre as mudanças. “Deviam ter avisado antes; podiam ter anunciado nos programas de TV de maior audiência, dentro dos ônibus, nas paradas”,comenta a também dona-de-casa, Lúcia Miranda.»

Cometi imprecisão

Alertado pela leitora Theresa [veja comentário abaixo] reli a matéria indicada acima.

De fato, houve aviso sobre a mudança no itinerário das linhas de ônibus, mas insuficiente, como reconhece o presidente da  Etufor [Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza], Ademar Gondim. Segundo ele, como anota a matéria,  foram postos cartazes no ônibus e distribuídos folhetos explicativos sobre a mudança nos trajetos: “Mesmo com esses avisos, algumas pessoas não tomaram conhecimento e é natural que elas reclamem. E com razão. É nossa obrigação informar”, disse o presidente da Etufor.

Portanto, também mudei o título anterior “Itinerário de linhas de ônibus muda sem prévio aviso à população” para “População é mal informada sobre mudança de itinerário de linhas de ônibus”. Também mudei este trecho do texto: “que mudou-se o itinerário de dez linhas de ônibus do Centro da cidade sem aviso prévio” para “como a população foi mal informada sobre a mudança do itinerário de linhas de ônibus no Centro da Cidade” [às 21h52min de 13/12/2009].

No mais, mantenho as opiniões emitidas no texto.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 2 Comentários

Montese: apenas dois – de seus muitos problemas de trânsito

Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Caminhão pára o trânsito para descarregar em frente do número 845 da Rua 15 de Novembro. Observe que a caçada é estreitíssima e há um carro estacionado sobre ela.

Caminhão pára o trânsito para descarregar em frente do número 845 da Rua 15 de Novembro. Observe que a caçada é estreitíssima e há um carro estacionado sobre ela.

Do leitor Hiran Moreira – para a seção Fortaleza, terra de ninguém - recebi as estas fotos, feitas no bairro Montese:

Carro abandonado na esquina das ruas Edite Braga e Álvaro Fernandes

Carro abandonado na esquina das ruas Edite Braga e Álvaro Fernandes

Observe que o carro, deixado na esquina, está exposto para venda

Observe que o carro, deixado na esquina, está exposto para venda

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

Praça Clóvis Beviláqua vira banheiro a céu aberto

Postado em 10 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

A Praça Clóvis Beviláqua virou a praça do entulho

A Praça Clóvis Beviláqua virou a praça do entulho

Saiu na coluna O POVO nos Bairros, edição de hoje [10/12/2009],queixa de leitores sobre a Praça Clóvis Beviláqua, conhecida também como “Praça da Bandeira”, em frente à Faculdade de Direito da UFC:

«Leitores da coluna denunciam estar vergonhosa a situação da praça Clóvis Beviláqua, mais conhecida como praça da Bandeira, no Centro.

Chamam a atenção para o piso destruído pelo lado da rua Senador Pompeu com vários buracos. Já bem em frente ao prédio da Faculdade de Direito, as grades que protegiam os canteiros estão caídas. “Está um abandono só”, reforçam.

Para piorar ainda mais o cenário, acrescentam que catadores de reciclagem estão usando um lado da praça para acumular seus materiais e fazer a separação do que conseguem pegar.»

Um interlocutor deste blog diz que, além dos problemas relatados na coluna, a praça também é usada como banheiro.

Luiza Perdigão, titular da Secretaria Executiva Regional do Centro (Sercefor), afirmou à coluna O POVO nos Bairros que “ainda neste mês” a praça será “desocupada”.

Post da seção Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

É propaganda de sapato ou de partido?

Postado em 8 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Outdoor que “enfeita” Fortaleza:

Democrata

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 4 Comentários

A caça aos pedestres nas ruas de Fortaleza: atropelamentos dobram este ano

Postado em 4 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Pedestre se espreme entre os carros...

Na av. Gomes de Matos, pedeste se espreme entre os carros...

«O Código de Trânsito Brasileiro informa que o pedestre deve ter prioridade urante a passagem. Na prática, não é bem isso que acontece.

Esperar o sinal ficar vermelho, usar a faixa de pedestre e olhar para a direita e a esquerda, antes de

... e arrisca a travessia. Fotos: Mauri Melo

... e arrisca a travessia. Fotos: Mauri Melo

atravessar ruas e avenidas da Capital, não são garantias suficientes para uma travessia segura.Os casos de atropelamento em Fortaleza mais que dobraram neste ano.

De janeiro a setembro, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) registrou 1.351 atropelamentos. Um acréscimo de 109,78%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2008, foram 644 ocorrências.»

Esse é o início da matéria publicada na edição de hoje do O POVO [4/12/2009] “Atropelamentos mais que dobram na capital”, assinada pela jornalista Viviane Gonçalves, que pode ser vista aqui.

Mais uma da série Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

Assalto no engarrafamento

Postado em 4 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Da série, Fortaleza, terra de ninguém, artigo da psicóloga Denise Costa, publicado na edição de hoje [4/12/2009] do O POVO.

«Segurança engarrafada
Denise Costa

Eram 14h30m e o trânsito do início da tarde corria lento como sempre naquele trecho. Presos no engarrafamento cotidiano na rua Padre Valdevino, os motoristas nem suspeitavam do que estava para acontecer.

Nada pôde ser feito para se evitar o assalto, mais um “relâmpago”, como são chamados. A moto parou, o carona saltou de 38 em punho e quebrou o vidro do carro ao meu lado. Senti-me bem pequena, do tamanho de uma ervilha. Apesar de ter sido apenas “espectadora” aqueles segundos foram torturantes.

Entre ficar e esperar para ser a próxima, consegui dar uma ré e escapar pela rua Coronel Jucá em direção à avenida Antonio Sales. Tremia como nunca e um daqueles pequenos filmes passou pela minha cabeça enquanto eu fugia: e se minha filha de apenas um ano estivesse no carro? E se tivesse havido um tiroteio com bala perdida? Como estaria a pessoa vitimada pelo assalto?

Sob soluços desesperados, as perguntas foram se ampliando: onde estamos hoje, o que estamos fazendo como cidadãos para reduzir as desigualdades e as drogas, em parte causa deste cenário?

De acordo com a Central Única das Favelas (Cufa) são 30 mil usuários de crack em Fortaleza e a maioria deles entre 15 e 24 anos de idade. Eles, roubam, morrem e matam em nome do vício. O site www.tvcanal13.com.br, divulgou números da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) do Ceará sobre assaltos que refletem a situação da insegurança.

De 1999 a 2006, os assaltos na Grande Fortaleza tiveram um crescimento d 148,5%, saltando de 8.687 ocorrências para 21.594. Onde está o poder público? Como posso ampliar minha participação nestas questões? Onde iremos parar assim? Milhares de inquietantes interrogações que perambulam sem resposta em minha cabeça até agora.

Infelizmente a única certeza é a de que o episódio “Sessão da tarde” deste relato tem se repetido com frequência em diversas esquinas e horários na cidade.

Não dá para esperar!»

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

“Desajustados sociais da classe média alta” usam carros como armas; quem vai tomar providências?

Postado em 2 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Vejam a carta do jornalista Nerilson Moreira publicada na edição de hoje [2/12/2009] do O POVO

«Roleta paulista
Nerilson Moreira

Excelente as reportagens publicadas pelo O POVO enfocando o caótico trânsito fortalezense.

Ainda mais agora que o nosso trânsito ganhou um jogo proibido, letal e criminoso chamado de “roleta paulista”, que consiste em dirigir carros em alta velocidade, atravessando os cruzamentos de bairros como Papicu e Aldeota, sem verificar se os semáforos estão dando passagem ou não, como prova de coragem. Uma nova mania!

Esse tipo de crime precisa ser coibido pela Polícia urgentemente. Tem origem em círculos de desajustados sociais da classe média alta, e são realizados como um ato de coragem e de “respeito”  junto ao grupo, tendo inclusive alguns apostas financeiras. Irresponsabilidade! A Polícia tem que agir logo e pegar esses bandidos e colocá-los na cadeia.

No último sábado, a minha família trafegava tranquilamente num veículo pela avenida Alberto Sá (Papicu) e no cruzamento com a rua José Carlos Gurgel Nogueira foi vítima deles, tendo a lateral do automóvel destruída por um criminoso que trafegava em alta velocidade numa camioneta L-200, evadindo-se do local sem prestar socorros. Minha esposa foi lesionada.

Moradores do bairro informaram que isso é comum na área, pois não há policiamento nesse sentido. Têm medo. Pedem providências policiais.

Fica aqui o alerta para as nossas autoridades. E que Deus nos proteja desses loucos da direção.»

E assim caminha a nossa Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 2 Comentários

Plantas embelezam, mas também podem ferir e causar estragos

Postado em 1 de dezembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Casa na rua Professor Dias da Rocha, nº 2100Depois do caso da “cerca israelense”, fiquei sabendo, por matéria publicada no O POVO, que também é proibido o uso de plantas espinhosas nas calçadas.

Segundo disse Mércia Albuquerque, chefe do distrito de Meio Ambiente da Secretaria Executiva Regional [SER Prédio na rua Professor Dias da Rocha, nº 2240II], qualquer equipamento que cause riscos às pessoas não pode ser colocado em espaços públicos, incluindo as tais plantas.

“A calçada, mesmo sendo de passeio publico, é de responsabilidade do proprietário. Se ocorrer algum acidente no local, quem responde é o proprietário”.

No entanto, a responsabilidade pela fiscalização é da Prefeitura, portanto, para contribuir com o poder público, aqui vão dois exemplos: a primeira foto uma casa, a segunda um prédio. Essa planta que se vê, em formato de espada, termina em um espinho duro e pontiagudo, capaz de causar um grande estrago no corpo de quem esbarrar com ele.

A casa e o prédio ficam entre os números 2000 e 2400 da rua Professor Dias da Rocha [Aldeota ou adjacências].

São apenas dois exemplos das dezenas que podem ser vistas somente nesta rua. Centenas e centenas de cercas perigososas nas calçadas, que existem em toda a cidade, pondo em risco a segurança dos pedestres. Que tal os fiscais de Prefeitura, de vez em quando, darem uma voltinha pela cidade?

É a Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 1 Comentário

Condomínio retira “cerca israelense”

Postado em 29 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Funcionário retira cerca pontiaguda da calçada de condomínioO condomínio na Aldeota [rua Ana Bilhar esquina com a rua Joaquim Nabuco] retirou a  ”cerca israelense” que instalara na calçada, em toda a extensão do muro do prédio.

A retirada foi feita na sexta-feira, depois deste blog ter levantado o assunto, o que gerou matéria no O POVO.

A cerca espiralada, cujo nome comercial é “concertina”, tem pontas perfuro-cortantes e punha em risco os pedestres que transitavam pela calçada.

A retirada ocorreu depois que a Secretaria Executiva Regional II notificou o prédio. A cerca já tinha seis meses no local e a SER II somente agiu depois que o assunto tornou-se público.

Na matéria publicada no sábado, o síndico do condomínio reconhece que a cerca era um risco para os pedestres, e disse que a instalou para livrar o prédio de “vândalos” e de “usuários de crack” que, segundo ele, usavam os cantos do muro para se drogarem.

Por sua vez, o administrado do condomínio, Geldery Ferreira,  reclamou que “muitas pessoas saem para passear com os cachorros e não recolhem dos dejetos do animal”.

O fato de o condomínio ter arranjado uma solução equivocada e perigosa para tentar resolver alguns problemas não quer dizer que esteja errado em tudo.

Primeiro, vive-se, de fato, problemas graves de segurança em Fortaleza. E, segundo, é verdade que os donos fazem cachorradas ao levarem os cães para “passear”.

Funcionário retira cerca irregular [acima]. Foto de Deivyson Teixeira

Cerca israelense - Sem cerca
Prédio sem a cerca [atualizado em 30/11/2009]

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 2 Comentários

Prédio foi notificado para retirar “cerca israelense” da calçada

Postado em 27 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

CapaO POVO publica hoje a matéria Cerca espiral na calçada de prédio é risco para pedestre.  A “concertina” [nome comercial da cerca] fica em um condomínio no bairro Aldeota [rua Ana Bilhar esquina com a rua Joaquim Nabuco].

Na matéria, a Secretaria Executiva Regional [SER II] informa que o condomínio foi notificado e tem prazo até hoje para a retirada da cerca. Segundo o próprio administrador do prédio residencial, Gelderi Oliveira, a cerca foi instalada há cerca de seis meses.

O assunto foi levantando neste blog na terça-feira, o que gerou a pauta para o jornal. A “concertina”  ocupa os dois lados do prédio e põe em grave risco de ferimentos a todos os que precisam transitar pela calçada.

Agora, vejam vocês: a cerca foi instalada há seis meses – mas a Prefeitura só se  resolveu agir depois que o problema foi levantado neste blog.

É a Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 3 Comentários

Prefeitura sem tempo para coisas desimportantes – ainda bem que moradores ajudam

Postado em 26 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Rua Coronel Linhares-Henriqueta GalenoA Prefeitura de Fortaleza continua sem tempo de fazer o trabalho básico que lhe compete: como tirar o lixo das ruas e manter a sinalização do trânsito.

Por sanar esses problemas menores, que não devem preocupar a administração municipal, os moradores entram em ação: na esquina das ruas Coronel Linhares e Henriqueta Galeno [Aldeota], alguma boa alma resolveu pintar um “Pare” no chão.

Certamente, deve ter sido um cidadão responsável, preocupado com o grande número de acidentes que deve estar havendo por ali.

Lembro que, depois de ser publicado neste blog, a Prefeitura mandou pintar um “Pare” na rua Coronel Alves Teixeira, mas foi só lá.

O restante das ruas do bairro Dionísio Torres, em temos de sinalização, continua ao deus-dará.

É a Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

O trânsito de Fortaleza é complicado, mas descaso sempre pode torná-lo pior

Postado em 25 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Av. Antônio Sales-Virgílio TávoraPela avenida Padre Antônio Tomás, em direção ao Centro: 8h30min desta quarta-feria [25/11/2009]:

Logo depois da av. Virgílio Távora um caminhão segue lentamente pela pista da esquerda, parando no canteiro central para recolher lixo.

Um pouco mais à frente, Av. Antônio Sales-Tibúrcio Cavalcanteperto do cruzamento com a rua Tibúrcio Cavalcante, um caminhão parado, com cones demarcando o seu território faz não sei o quê.

Vocês podem imaginar como estava o trânsito em uma hora crítica da manhã.

Guarda da AMC [Autarquia Municipal de Trânsito e "Cidadania"], nenhum.

É a Fortaleza, terra de ninguém.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 3 Comentários

Cerca pontiaguda instalada na calçada pode ferir pedestres

Postado em 24 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Cerca israelenseJá ouvi reclamações de assessores da Prefeitura por nomear de Fortaleza, terra de ninguém, a seção neste blog em que exponho as nossas demasiadas mazelas urbanas.

Mas observem como cada um faz o que quer, das ruas e calçadas, sem que nenhum órgão público imponha limites.

A cerca que vocês veem na foto acima, normalmente posta no alto dos muros, o condomínio que fica na esquina das ruas Ana Bilhar e Joaquim Nabuco, resolveu fixá-la no chão, em ambas as frentes do prédio.

Já ouvi chamarem este equipamento de “cerca israelense”, mas na internet descobri que seu nome comercial é “concertina”.

A cerca é prefuro-cortante, com pontas afiadíssimas, e pode ferir grevemente uma pessoa. Nem ao menos um aviso os responsáveis pelo prédio tomaram o cuidado de pôr para alertar distraídos passantes.

E se algum pedestre se machucar;  se uma criança cair sobre a cerca?

De quem é a responsabilidade?

Do condomínio?

Da Prefeitura [pela Executiva Regional II ou pela Semam - Secretaria do Meio Ambiente e do Controle Urbano]?

Do Ministério Público?

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 22 Comentários

Acordo da Semam: empresas de outdoor aceitam agir dentro da legalidade

Postado em 19 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

O portal da Semam [Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano, da Prefeitura] informa: Metade dos outdoors serão retirados das ruas de Fortaleza:

“Incrementando as ações de combate à poluição visual na cidade, a Semam, com o Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior do Ceará, firmaram acordo para remover 50% dos outdoors, cerca de mil unidades, instalados de forma irregular.” [Grifei]

Não deixa de ser um avanço a retirada da metade dos outdoors que enfeiam [para não dizer emporcalham] Fortaleza, apesar de a promessa inicial da Prefeitura [já faz tempo] ter sido limpar a cidade das placas, como fez o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Mas, atentem para o detalhe: o acordo é para retirar os outdoors irregulares, isto é, que estão fora da lei. No caso, não bastaria aplicar a  própria?

De qualquer modo, na Fortaleza, terra de ninguém, aplicar a lei já é uma grande vantagem.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

A calçada é do carro; correr risco é com o pedestre

Postado em 17 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

Avenida Antônio Sales esquina com a rua Joaquim Nabuco. Carro para folgadamente em cima da calçada. Observem a  pedestre, atrás do carro preto, tendo de caminhar no leito da perigosa avenida: na Fortaleza, terra de ninguém.

Av. Ant. Sales-Joaquim Nabuco

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 2 Comentários

Manobra para descarregar mercadoria pára o trânsito

Postado em 17 de novembro de 2009 por Plínio Bortolotti

José Lourenço-ant. SalesImagem0170Rua José Lourenço, esquina com a avenida Antônio Sales. Em plena 8 horas, de um dia da semana, caminhão faz manobra para descarregar mercadoria em um supermercado.

O trânsito pára.

O serviço de carga e descarga, como acontece em muitas cidades, deveria ter hora para ocorrer, normalmente as de menos movimento.

Em Fortaleza, terra de ninguém, não tem hora nem dia. Qualquer momento é a hora de se deparar com algum transtorno na rotina da cidade.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

OAB, o respeito à lei e os advogados

Postado em 29 de outubro de 2009 por Plínio Bortolotti

Carros de luxo desrespeita a lei e dificultam o tráfego de ônibus

OAB, Erinaldo Dantas

Erinaldo Dantas e Valdetário Monteiro são dois dos principais candidatos à presidência da OAB-CE [Ordem dos Advogados do Brasil].

Obviamente, eles não podem controlar e nem têm responsabilidade direta sobre o que fazem seus apoiadores. Portanto, não se pode responsabilizá-los pelos atos daqueles que os apoiam.

Agora, creio que conspira contra os próprios interessados [os candidatos] apoiadores que agem como agiram os do exemplo das fotos, com descaso à lei.

Um deles pára o carro com propaganda de Valdetário embaixo da placa de proibido estacionar [foto feita no dia 18/10/2009 na rua Ana Bilhar, esquina com a rua Frederico Borges - bairro Varjota].

O outro estende faixas [são duas, na foto aparece apenas uma] em local indevido, justo quando a Prefeitura de Fortaleza tenta desenvolver uma campanha “cidade limpa”. A foto foi feita hoje [29/10, na rua Visconde de Mauá - bairro Dionísio Torres].

São advogados, operadores do Direito, íntimos das leis.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

Tapa-buracos

Postado em 29 de outubro de 2009 por Plínio Bortolotti

Tapa-buracos - Prefeitura

De um leitor recebi a foto acima com o texto abaixo:

«A foto é grande, pode ser ampliada e veremos o símbolo da “Operação Tapa Buracos”, da Prefeitura Municipal de Fortaleza.

O perigo é tão grande que numa freada brusca ou numa curva mais fechada o equipamento embarcado poderia ferir algum dos ocupantes da caçamba do caminhão, que é lugar impróprio para o transporte de trabalhadores.

A foto foi feita no dia 27/10/2009 às 14h06min, na Rua Padre Anchieta sentido Bezerra de Menezes.»

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: 3 Comentários

É a boa ou desce redondo?

Postado em 22 de outubro de 2009 por Plínio Bortolotti

Virgílio Távora

 

Na Fortaleza, terra de ninguém – sem fiscalização, sem lenço e sem documento [ao estilo AMC, veja post abaixo] – é assim: mesmo com o espaço para estacionar fora da rua, caminhão pára na via para descarregar cerveja e ainda tem a pachorra de pôr um cone, como se fosse um órgão de trânsito ou uma obra pública.

Por volta do meio-dia, na avenida Virgílio Távora, na esquina com a avenida Dom Luís.

Categoria: Fortaleza terra de ninguém | Comentários: Comente

Page 1 of 41234»

    Warning: include(/home/blog/public_html/blogs-opovo.php) [function.include]: failed to open stream: No such file or directory in /home/blog/public_html/pliniobortolotti/wp-content/themes/tema-padrao/sidebar.php on line 45

    Warning: include() [function.include]: Failed opening '/home/blog/public_html/blogs-opovo.php' for inclusion (include_path='.:/usr/lib/php:/usr/local/lib/php') in /home/blog/public_html/pliniobortolotti/wp-content/themes/tema-padrao/sidebar.php on line 45

© 2009 O POVO - Todos os direitos reservados